quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Cópia: tempo perdido?
Oi, amigos! Foi duas horas atrás que a Revista Nova Escola postou no twitter que está no ar a edição de Janeiro/Fevereiro de 2010, e eu, é claro, já fui lá conferir! Bem entre outras coisas me chamou muita atenção a reportagem, cujo título usei neste post, que fala sobre a cópia, uma prática muitíssimo comum nas salas de aula do país. Não me contive enquanto não "devorei" a matéria todinha. Aprendi muito e confirmei minha ideia de que tem que haver um bom motivo para haver também a cópia em nossa prática. E acrescento, vale a pena você ler e refletir um pouco. Veja a matéria na íntegra.
Marquinhas:
Atividades,
Cópia,
Objetivos
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Volta às aulas!
Estava procurando mais dicas e encontrei esse Especial Volta às Aulas da revista Nova Escola. Vale a pena ver; é bem completo abrangendo ideias para antes do início das aulas, a primeira semana de aula e também o primeiro mês, e sempre com dicas para a equipe de gestão escolar e também para a sala de aula. Confira!
Marquinhas:
Nova Escola,
Volta às aulas
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Pensando a volta às aulas...
Este ano é um novo ano pra você. E pra seus alunos? É claro que também é! E o que você terá preparado para eles? Já pensou?
Pois bem, mesmo que você não tenha pensado já é hora de pensar porque é bem melhor organizar tudo com tempo e calma, assim fica gostoso e não trabalhoso.
Eu tive umas ideias que vou colocar em prática neste ano e estou preparando-as para que deem certo. Quem sabe você não pode usar uma delas também? Por isso vou compartilhar aqui no blog. E, se você usá-las, não esqueça de nos contar como foi! Claro, falta um tempinho ainda, mas vou aguardar!
Ideias Para A Volta Às Aulas!
1. Solicite na secretaria da escola o nome e endereço completos dos alunos de sua turma em 2010. Que tal enviar uma cartinha para cada um deles antes do início das aulas? Já imaginou o rostinho deles quando receberem uma cartinha da profe que eles ainda nem conhecem direito?! E nada de pensar que para as turmas de alfabetização não dá certo. Pelo contrário, isso os incentivará mais ainda a aprender, e certamente alguém poderá ler essa cartinha para eles.
2. Prepare uma lembrancinha para dar no início ou fim do primeiro dia de aula. Pode ser algo relacionado ao estudo: lápis enfeitados, réguas decoradas, agendinhas, apontadores de diferentes formatos etc, ou algo apenas decorativo que tenha relação com alguma história usada, decoração da sala...
3. Propor um desafio à turma é sempre motivador no primeiro dia de aula: pode ser lançar um projeto de montar um dicionário da turma, uma diário, um "canto" novo na sala (de leitura, jogos, matemática...), manter um blog da turma etc.
4. Convide os pais para passarem alguns momentos na escola - Veja essa dica completa que eu amei, quero colocar em prática e achei no Baú de Ideias.
Pois bem, mesmo que você não tenha pensado já é hora de pensar porque é bem melhor organizar tudo com tempo e calma, assim fica gostoso e não trabalhoso.
Eu tive umas ideias que vou colocar em prática neste ano e estou preparando-as para que deem certo. Quem sabe você não pode usar uma delas também? Por isso vou compartilhar aqui no blog. E, se você usá-las, não esqueça de nos contar como foi! Claro, falta um tempinho ainda, mas vou aguardar!
Ideias Para A Volta Às Aulas!
1. Solicite na secretaria da escola o nome e endereço completos dos alunos de sua turma em 2010. Que tal enviar uma cartinha para cada um deles antes do início das aulas? Já imaginou o rostinho deles quando receberem uma cartinha da profe que eles ainda nem conhecem direito?! E nada de pensar que para as turmas de alfabetização não dá certo. Pelo contrário, isso os incentivará mais ainda a aprender, e certamente alguém poderá ler essa cartinha para eles.
2. Prepare uma lembrancinha para dar no início ou fim do primeiro dia de aula. Pode ser algo relacionado ao estudo: lápis enfeitados, réguas decoradas, agendinhas, apontadores de diferentes formatos etc, ou algo apenas decorativo que tenha relação com alguma história usada, decoração da sala...
3. Propor um desafio à turma é sempre motivador no primeiro dia de aula: pode ser lançar um projeto de montar um dicionário da turma, uma diário, um "canto" novo na sala (de leitura, jogos, matemática...), manter um blog da turma etc.
4. Convide os pais para passarem alguns momentos na escola - Veja essa dica completa que eu amei, quero colocar em prática e achei no Baú de Ideias.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
O Que o Hábito de Ler Pode Fazer Por Você?
Não é exagero! Com poucos minutos você já aproveita os benefícios que a prática da leitura traz. Nem é preciso ler textos complicados. Acompanhe um jornal, uma revista ou mesmo um blog – Regina Casé é amiga dos livros: “Sempre leio algo relativo ao trabalho, a uma viagem, à entrevista que farei. Às vezes invento um programa só para estudar um assunto interessante”.
O que acontece:
•Solta sua imaginação
•Estimula sua criatividade
•Aumenta seu vocabulário
•Facilita a escrita
•Simplifica a compreensão das coisas
•Melhora a comunicação com os outros
•Amplia seu conhecimento geral
•Mostra semelhanças em pessoas diferentes
•Revela novas afinidades
•Leva a mares nunca antes navegados
•Desenvolve seu repertório
•Emociona e causar impacto
•Liga seu senso crítico na tomada
•Muda sua vida e, até, amplia sua renda
•Melhora seu rendimento na escola (claro)
Fonte: Vivamais. Abr/09
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Ensino da Arte
No contexto educacional em que estamos vivendo torna-se muito importante discutir e encontrar formas de se conseguir atingir a principal reivindicação dos textos relacionados acima: um verdadeiro ensino da Arte na educação infantil e fundamental. Apesar de dois dos textos tratarem principalmente de educação musical, é claramente expressa a insatisfação com a maneira como esta vem sendo desenvolvida, ou, como diz o título de um deles, negada na escola. É claro que não se trata de algo universal, mas é fato bem corriqueiro em nossas escolas públicas e até privadas.
Infelizmente, o ensino da arte, em sua forma ideal, tem sido, comumente, rejeitado, desperdiçando assim também as oportunidades que as artes oferecem às crianças, como as apresentadas por Eisner: cultivo da sensibilidade, imaginação e julgamento, além do acesso às riquezas de nossa cultura e uma das mais importantes formas de expressão da humanidade. Assim são as artes. Formas de representação, uma forma de linguagem, de pensar, de saber, que tem grande contribuição na educação integral dos indivíduos.
Como pode se desperdiçar o ensino da arte? Tornando-a meramente ornamental e dispensável, um “privilégio” dos alunos quando estão tendo um bom rendimento nas outras áreas do conhecimento consideradas principais ou um recurso quando há necessidade de expor ou apresentar algo para outros. Geralmente, isso se dá tendo um objetivo meramente estético e uma preocupação apenas com o produto final, sem desfrutar do processo todo. O professor acaba perdendo a possibilidade riquíssima de observação do educando e este perde oportunidades de exploração da arte, em qualquer de suas formas, de pensar sobre ela e interagir com tal sem interferências iniciais. Esse é o desafio proposto por Silva em seu texto. Ela insta com os professores para que atuem numa perspectiva construtivista com relação à educação musical, e relembra-nos de um fato essencial, não só no ensino musical nem tampouco apenas no ensino da arte, mas de qualquer conhecimento, através das palavras:
“Esquece-se que a criança recebe informações válidas a respeito dos objetos e acontecimentos, na medida em que age sobre estes, tocando-os, olhando-os, ouvindo-os e ‘pensando’ a seu respeito; esquece-se ainda de que ela assimila essas ações e nesse processo desenvolve o conhecimento. Os símbolos falados ou escritos não podem substituir as ações da criança na construção do conhecimento.” (Silva, p.91)
Ao nos apercebermos desse fator, acima descrito, que é imprescindível para o processo de conhecimento da criança é fácil vermos, claramente, onde e como temos falhado no ensino da arte atualmente e também o quanto temos defraudado nossos alunos em seu direito a uma educação de qualidade que vise o desenvolvimento integral dos sujeitos.
Mas como reverter essa situação? Nessa perspectiva é que vem trabalhando Cândido em seu texto, buscando alternativas para o ensino musical sair da superficialidade ou negação. E em uma de suas falas ela diz que talvez “...primeiramente, precisemos mudar a mentalidade de quem ainda ensina acreditando em talento ou dom.” (Cândido, p.62). Bem, eu acredito que essa seja uma saída inicial para o ensino da arte em geral: mudar a mentalidade de quem ensina. Como disse Freire (1998):
“Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição, decisão, ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor do não importa o quê.” (Freire, apud Cândido, pág.64)
È necessário, conscientizar os educadores e motiva-los, faendo-os comprometer-se com o ensino de qualidade também nessa disciplina. Pois é básico oportunizar aos educando vivências entre os recursos culturais da sociedade, compreendendo-os e usufruindo os.
No entanto, creio que haja também a necessidade urgente de preparar melhor esse educador para o ensino da arte, qualificando-o e instrumentalizando-o para o exercício pleno de suas atividades. Ao falar em instrumentalização não me refiro apenas na perspectiva de materiais, pois estes são substituíveis e dinâmicos, mas me refiro à técnicas e possibilidades estratégicas no ensino artístico. Pois, ao meu ver, a falta de preparo é, igualmente, um dos motivos para o descaso, consciente ou inconsciente, para com a arte.
A mesma compreensão que Cândido (pág.71) tem, da música na escola, tenho para com a arte em suas mais variadas formas que apresenta, parafraseando-a: arte na escola é possível, é necessário, é imprescindível... Ressaborear, fruir, transcender, reencantar vidas humanas desvividas no espaço educativo é urgente... E, creio, há saída para a situação atual da arte na educação, basta um compromisso individual e coletivo de fazer a diferença onde estivermos.
Produção escrita relacionando e discutindo os textos de referência:
Infelizmente, o ensino da arte, em sua forma ideal, tem sido, comumente, rejeitado, desperdiçando assim também as oportunidades que as artes oferecem às crianças, como as apresentadas por Eisner: cultivo da sensibilidade, imaginação e julgamento, além do acesso às riquezas de nossa cultura e uma das mais importantes formas de expressão da humanidade. Assim são as artes. Formas de representação, uma forma de linguagem, de pensar, de saber, que tem grande contribuição na educação integral dos indivíduos.
Como pode se desperdiçar o ensino da arte? Tornando-a meramente ornamental e dispensável, um “privilégio” dos alunos quando estão tendo um bom rendimento nas outras áreas do conhecimento consideradas principais ou um recurso quando há necessidade de expor ou apresentar algo para outros. Geralmente, isso se dá tendo um objetivo meramente estético e uma preocupação apenas com o produto final, sem desfrutar do processo todo. O professor acaba perdendo a possibilidade riquíssima de observação do educando e este perde oportunidades de exploração da arte, em qualquer de suas formas, de pensar sobre ela e interagir com tal sem interferências iniciais. Esse é o desafio proposto por Silva em seu texto. Ela insta com os professores para que atuem numa perspectiva construtivista com relação à educação musical, e relembra-nos de um fato essencial, não só no ensino musical nem tampouco apenas no ensino da arte, mas de qualquer conhecimento, através das palavras:
“Esquece-se que a criança recebe informações válidas a respeito dos objetos e acontecimentos, na medida em que age sobre estes, tocando-os, olhando-os, ouvindo-os e ‘pensando’ a seu respeito; esquece-se ainda de que ela assimila essas ações e nesse processo desenvolve o conhecimento. Os símbolos falados ou escritos não podem substituir as ações da criança na construção do conhecimento.” (Silva, p.91)
Ao nos apercebermos desse fator, acima descrito, que é imprescindível para o processo de conhecimento da criança é fácil vermos, claramente, onde e como temos falhado no ensino da arte atualmente e também o quanto temos defraudado nossos alunos em seu direito a uma educação de qualidade que vise o desenvolvimento integral dos sujeitos.
Mas como reverter essa situação? Nessa perspectiva é que vem trabalhando Cândido em seu texto, buscando alternativas para o ensino musical sair da superficialidade ou negação. E em uma de suas falas ela diz que talvez “...primeiramente, precisemos mudar a mentalidade de quem ainda ensina acreditando em talento ou dom.” (Cândido, p.62). Bem, eu acredito que essa seja uma saída inicial para o ensino da arte em geral: mudar a mentalidade de quem ensina. Como disse Freire (1998):
“Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição, decisão, ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor do não importa o quê.” (Freire, apud Cândido, pág.64)
È necessário, conscientizar os educadores e motiva-los, faendo-os comprometer-se com o ensino de qualidade também nessa disciplina. Pois é básico oportunizar aos educando vivências entre os recursos culturais da sociedade, compreendendo-os e usufruindo os.
No entanto, creio que haja também a necessidade urgente de preparar melhor esse educador para o ensino da arte, qualificando-o e instrumentalizando-o para o exercício pleno de suas atividades. Ao falar em instrumentalização não me refiro apenas na perspectiva de materiais, pois estes são substituíveis e dinâmicos, mas me refiro à técnicas e possibilidades estratégicas no ensino artístico. Pois, ao meu ver, a falta de preparo é, igualmente, um dos motivos para o descaso, consciente ou inconsciente, para com a arte.
A mesma compreensão que Cândido (pág.71) tem, da música na escola, tenho para com a arte em suas mais variadas formas que apresenta, parafraseando-a: arte na escola é possível, é necessário, é imprescindível... Ressaborear, fruir, transcender, reencantar vidas humanas desvividas no espaço educativo é urgente... E, creio, há saída para a situação atual da arte na educação, basta um compromisso individual e coletivo de fazer a diferença onde estivermos.
Produção escrita relacionando e discutindo os textos de referência:
- A expressão musical para crianças de pré-escola – Leda Maria Giuffrida Silva
- O papel da Arte como disciplina – Elliot W. Eisner
- Música na escola: conhecimento negado ou trabalhado de forma superficial – Celir Barela Cândido
Assinar:
Postagens (Atom)


